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Clube Nacional de Ginástica
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2005-12-20 - AIKIDO NO NATAL

 
Caros Amigos,
 
Como faz parte da tradição, na época do Natal realizam-se encontros e jantares, que pretendem simbolizar o espírito de boa vontade, caraterístico desta fase do ano. De facto, este ano e mais uma vez, não houve excepção a essa regra.
 
No "Ginásio Corpos", nas Sete Casas (Loures) realizou-se mais um "Encontro Inter-Dojos" onde estiveram presentes cerca de duas dezenas e meia de Praticantes, oriundos dos dois dojos de Loures ("Ginásio Corpos" e "Ginásio Equilíbrio") e do dojo da Parede (o nosso "CNG"). Nas circunstância em que foi agendado, parece-me uma óptima realização, dado que só foi anunciado meia dúzia de dias antes, o que é, como se compreende, muito complicado para o "calendário das festas" de todos os que trabalham em empresas.
 
Se no tatami esteve um bom número de pessoas, já no jantar que se lhe seguiu a frequência já não foi tão boa, já que só puderam estar presentes uma dúzia e meia. Se na quantidade o número não foi significativo, na qualidade, tudo foi muito positivo. O ambiente, a descontracção, a amizade, tudo de bom esteve presente. Tiraram-se as fotografias da praxe, desejaram-se os votos habituais e tudo acabou em beleza...
 
É este tipo de realizações, com os resultados que constatamos, que nos faz pensar que tem valido a pena todo o esforço e empenhamento em prol do Aikido. De facto, é muito gratificante observar pessoas, com formações e origens tão díspares, unidas nestas pequenas realizações, quando sabemos que o seu denominador comum é, de um modo geral, somente o Aikido. É também gratificante para nós, Instrutores, verificarmos ter contribuído em alguma medida para esta situação. "O Sensei" tinha razão em chamar ao Aikido a "Arte da Paz".
 
É por tudo isto (e não só...) que continuo a praticar Aikido.
 
Francisco Leotte

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2005-12-05 - ESTÁGIO EM FÁTIMA COM SUGANO SHIHAN

 
Caros Amigos,
 
Realizou-se este fim de semana mais um Estágio Internacional. Desta vez, foi em Fátima e foi dirigido pelo Mestre bem nosso conhecido, Seiichi Sugano Shihan. A organização esteve a cargo do António Vieira e da "ACPA".
 
Nele estiveram presentes várias Associações e Grupos, todos em perfeita sintonia, provando, mais uma vez, que as divisões existentes têm muito de interesseiro e de inconsistente. Todos nós treinamos com todos, todos nós tivemos ocasião de sentir as diferenças, mas todos nós constatamos que todos praticamos Aikido... Doa a quem doer, essa é a realidade.
 
Mas vamos ao que interessa... Seiichi Sugano Shihan é um grande Mestre... Os seus ensinamentos, quer na técnica, quer no comportamento e na atitude, são sempre plenos de sabedoria... Sendo oriental (e - digo eu - um verdadeiro samurai...), a sua comunicabilidade é diferente da nossa, ocidental. Mas, no fim de contas, o Aikido é oriental e como tal deve ser compreendido e encarado. Por vezes, muitas vezes, é dificil interpretar o que ele nos quer transmitir, os seus desígnios, os objectivos que pretende atingir com essa transmissão. É necessário estar com muita atenção e ter muita memória. Efectuar muita reflexão, também. Mas os resultados vêem-se e o nível começa a ser mais alto. Ainda bem, pois bem precisamos que isso aconteça...
 
A organização esteve ao seu melhor nível, com pormenores muito agradáveis. Está, pois, o António Vieira de parabéns, pois soube, contra alguns "paus" nas "rodas" do seu trabalho, superar todas as contrariedades que, incompreensivelmente, lhe colocaram. Só os espíritos sem elevação é que se preocupam em boicotar o que já não controlam...
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Espero que, no ano que vem, se consiga repetir a dose, já noutras circunstâncias e com outros resultados institucionais. A Direcção da "ACPA" já está a trabalhar nesse sentido.
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Com espírito de construção.
 
Francisco Leotte

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2005-11-21 - REUNIÃO EM CARCAVELOS

 
Caros Amigos,
 
Realizou-se ontem, num hotel de Carcavelos, mais uma reunião inter-Associações de Aikido. Foi a segunda e correu bem, embora se tenha avançado pouco. Os intervenientes parecem estar a compreender que é necessário dar estes passos, a bem do Aikido português. Julgo que todos nós estamos conscientes das cedências que é necessário fazer para que haja resultados.
 
No entanto, parece-me cedo ainda para ter certezas sobre o desfecho desta iniciativa. Tenho verificado algumas crispações e irredutibilidades que, por vezes, bloqueiam os resultados. Mas também tenho visto os espíritos com boa vontade, com a noção de que estamos no início de um longo processo de apaziguamento.
 
Espero dar conta, nestas linhas, do que se for passando. Espero, principalmente, que essas notícias sejam positivas, pois só com o conhecimento e a participação de todos os interessados (no fim de contas, de todos os Aikidocas deste País), é possível mudar as mentalidades baseadas nas divisões e nas sucessivas posturas de controle...
 
Deveremos todos estar atentos, mas com esperança no futuro do Aikido.
 
Francisco Leotte

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2005-11-20 - ENCONTRO TÉCNICO NO CNG

 
Caros Amigos,
 
Estão a tornar-se num hábito, os "Encontros Técnicos" no "CNG"...
 
Quem tem estado presente, pode verificar que a participação é cada vez mais entusiasmada, mais alegre, mais "solta" e descontraída. Sente-se que todos estão lá pelo puro prazer de praticar Aikido e com o objectivo de melhorar a sua técnica, pouco a pouco, com regularidade e solidez.
 
Quem tem estado presente, também tem certamente verificado que o nível técnico geral tem subido, quer do lado do Instrutor responsável, quer do lado dos Praticantes. De facto, todos nós estamos a sentir cada vez mais o que é fazer parte de um "grupo", de uma comunidade que, tendo a seu próprio ritmo de evolução, permite e estimula os intervenientes a encontrarem o seu, ajudados pelos outros, seja qual for o lado em que se encontrem.
 
Sente-se que existe um fio condutor de umas vezes para as outras, um relacionamento, um nexo de causa e efeito, enfim, uma evolução consciente e uma procura programada... Não é raro ouvir comentários do tipo "Da outra vez viu-se...", o que pressupõe que os ensinamentos não estão caindo em saco roto... Por outro lado, nas aulas seguintes, fazem-se perguntas sobre o que se viu no "Encontro", deseja-se saber o porquê das diferenças entre as formas e os pormenores.
 
Os Instrutores de serviço, o José Azevedo e Silva e o Agostinho Vaz foram inexcedíveis nas explicações, nas pormenorizações, nas insistências, enfim, na transmissão... Afinal, essa é a sua função.
 
E cumprem-na...
 
Francisco Leotte

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2005-11-19 - ESTÁGIO NO TEN CHI

 
Caros Amigos,
 
Mais uma vez, Kouichi Toriumi Shihan, 7º Dan, instrutor sénior do Honbu Dojo, esteve em Portugal a convite do Ten Chi, na Várzea de Sintra. Embora sem treinar (ainda por razões de ordem física), estive presente, assistindo com prazer ao desenrolar da sessão.
 
O Sensei confirmou as suas actuações passadas. Foi claro (na actuação, entenda-se, pois praticamente só se exprime em japonês...), foi informativo, foi disciplinador, foi simpático... Os Praticantes presentes tiveram ocasião de experimentar uma visão muito japonesa de treinar, muito prática, muito objectiva, muito marcial... É, sem dúvida, um modo de encarar esta Arte Marcial. É "uma" das atitudes possíveis, das várias que são postas à disposição dos Praticantes, quando frequentam os estágios de Mestres estrangeiros.
 
Mas o que, mais uma vez, verifiquei, foi o grande entusiasmo dos presentes, na sua grande maioria Praticantes do "Ten Chi Dojo" e do "Do Clube". Só é pena que não estivessem presentes mais pessoas de outras origens, de outras organizações. Parece que os espíritos ainda não pensam sem restrições, parece que os interessados ainda não compreenderam que a abertura a outras "vistas" é benéfico.
 
Vamos ver o que se passará quando, pela mão de Georges Stobbaerts Sensei, o Christian Tissier Shihan vier a Sintra...
 
Pessoalmente, estarei presente. No tatami, se a recuperação mo permitir... Se não, nem que seja fora do tatami, muito atento...
 
Francisco Leotte

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2005-11-05 - ESTÁGIO DA SANJUKAN

 
Caros Amigos,
 
Realizou-se no dojo da Estádio Universitário de Lisboa um estágio de Aikido organizado pelo Christophe Peytier Sensei, da Associação Sanjukan. Os Organizadores tiveram a gentileza de convidar o Agostinho Vaz, o Nelson Capote e eu próprio para estarmos presentes, sugerindo igualmente que seriam bemvindos os Praticantes dos nossos dojos. Por razões ainda da minha condição física não estive presente, tendo assistido, nas bancadas, a parte de uma das aulas.
 
Mesmo assim, sem pisar o tatami, deu para perceber a técnica evidenciada pelos responsáveis do estágio, o americano Mike Flynn Sensei e o escoçês Stevie Boyle Sensei. A participação foi muito boa, o entusiasmo foi grande e a alegria do treino foi uma constante.
 
Foi um belo convívio... Aconteceu Aikido.
 
Francisco Leotte

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2005-11-01 - NOVAS POLÍTICAS, NOVAS PRÁTICAS

 
Caros Amigos,
 
Como em comentário anterior foi relatado, foi constituida uma nova Associação, a "ACPA". A sua Comissão Instaladora, como mandam as regras de são convívio entre pessoas civilizadas e educadas, solicitou à Direcção da "FPA" uma reunião de apresentação da nova estrutura.
 
Nessa reunião, ficou claro que era desejo dos Dirigentes da duas organizações o estabelecimento de bases comuns de trabalho em prol do Aikido em Portugal. Assim, ficou decidido que a "ACPA" solicitasse, o mais brevemente possível, a sua inclusão na "FPA". Será imediatamente feito... Foi também combinado que a "ACPA" iniciasse contactos no sentido de congregar os Clubes (ou dojos), fazendo inscrever os respectivos Praticantes na "FPA" (se assim eles o desejassem), a fim de que os seus seguros se regularizassem rapidamente e que as suas graduações, as actuais e as futuras, tivessem uma normalidade e uma continuidade temporal e institucional. Assim se fará a partir de agora...
 
Não quero deixar passar este evento em claro, pois ele me parece ter a maior importância no futuro do Aikido em Portugal. Não me refiro à nossa Associação e ao espírito que a anima, pois quem conhece o passado dos Promotores e membros da Comissão Instaladora sabe que outras atitudes não seriam de esperar. Refiro-me, sim, ao espírito de harmonia, de concórdia, de união, de ecumenismo, que repassou dessa reunião. Pela primeira vez, todos nós tivemos de acordo no juntar as nossas forças para o desenvolvimento do relacionamento institucional e pessoal entre os aikidocas. Quero acreditar que as palavras ditas o foram com verdade e honestidade. Pela parte da "ACPA"e dos seus promotores, a linha está traçada e é conhecida de todos.
 
Já aqui, em tempos, afirmamos que o actual Presidente da "FPA" tem a vantagem de "ser um jurista experiente e conhecedor dos intervenientes nos meios do Aikido", dos aikidocas "da velha guarda, uns amigos, outros menos amigos, mas todos influentes na sua área e no seu tempo". Julgo, assim, que tem todas as possibilidades de manter a linha que nos expôs nessa reunião, não deixando de se manter (e manter a sua Direcção) independente das influências e das pressões a que, certamente, será sujeito. Poderá contar, lealmente, connosco.
 
Como prova disso, refiro a outra reunião que houve, esse mesmo dia, num Hotel de Carcavelos e que contou com a presença de muitas (quase todas) Organizações de Aikido que trabalham em Portugal. Presidida pelo Presidente e pelo Vice-Presidente da "FPA", ela foi a primeira (salvo erro e omissão...) que juntou, à volta de uma mesa, as pessoas que se interessam pelo Aikido e que demonstram, todos os dias, que o Aikido está vivo em Portugal.
 
Mas o que foi importante, foi o espírito que esteve presente, a tolerência demonstrada, os caminhos que se começaram a abrir, o diálogo que houve, os contributos que foram lançados para a mesa, as cedências que se suspeita serem possíveis, a disponibilidade intelectual que se transmitiu, enfim, o princípio de uma Federação verdadeiramente de âmbito nacional. Certamente que o que se avançou é pouco... Mas é "um primeiro passo na jornada à volta do mundo".
 
Custou a dar? Acho que não... Depois de ser dado, todos sentiram que esse passo não custou nada. Abriu-se a porta, finalmente... A construção de um Aikido português forte tem possibilidades de avançar, pouco a pouco, com pequenos passos. Só foi pena que não estivessem lá estado todos os grupos, escolas, sensibilidades, estilos (ou o que lhes quizerem chamar). Acredito, quero acreditar, que não estiveram porque a sua vida profissional ou privada não lhes permitiu. Se não estiveram porque não estaríam de acordo com o que se iria, previsivelmente, passar, ou porque a sua presença iria ser mal interpretada, ou por que se consideram superiores a estes objectivos, então aí, o "fruto" ainda não está maduro.
 
Sinceramente, espero que não...
 
Francisco Leotte

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2005-10-14 - "ACPA", A NOVA ASSOCIAÇÃO

 
Caros Amigos,
 
Ela aí está, a nova associação de Aikido... Foi hoje constituída notarialmente e brevemente estará activa no espaço português do Aikido. Chama-se "ACPA, Associação Cultural Portuguesa de Aikido" e os seus promotores foram o José Azevedo e Silva, o Nelson Capote, o Agostinho Vaz, o João Batalha e eu próprio.
 
Quais as razões desta iniciativa? Fundamentalmente, institucionalizar o que, desde há alguns anos, se verificava entre os Promotores, ou seja, a necessidade de fazer progredir o Aikido sem que a "política" se intrometesse... Mas o que se pretende como actuação é a existência de um espírito positivo, a "favor" do Aikido e não "contra" ninguém, especialmente "contra" as outras organizações que já se encontram no terreno, sejam outras Associações, Clubes ou Secções, seja a própria Federação nacional. O que os Promotores acham é que todas essas organizações têem o seu próprio espaço de actuação, nomeadamente as que, do ponto de vista histórico, apresentam bases sólidas na sociedade portuguesa e as que se encontram ancoradas em organizações internacionais representativas e credíveis, com Mestres conhecidos e com prestígio na comunidade aikidoca.
 
Parece que a nova orientação da "Federação Portuguesa de Aikido", no seguimento do trabalho vindo de trás e iniciado efectivamente pela anterior Direcção, está lançando as bases institucionais para reclamar o papel de organização "chapéu de chuva" do Aikido em Portugal. À partida, tem uma vantagem indiscutível, que é a do seu Presidente ser um jurista experiente e conhecedor dos intervenientes nos meios do Aikido. Recorde-se o seu papel pessoal na criação da "AKP" na década de 80, que evoluiu para a "FPA" dos anos 90. Conhece muitos aikidocas, principalmente os da velha guarda, uns amigos, outros menos amigos, mas todos influentes na sua área e no seu tempo.
 
Pois, a nova Associação estará, no terreno, certamente a tentar contribuir para o apaziguamento das mentes e das atitudes. Se para tal for solicitada, não deixará de contribuir, na medida das suas possibilidades e em conjunto com todas as outras organizações que demonstrarem esse espírito, para essa tarefa que já devia ter começado há muito.
 
Esperam-nos trabalhos ciclópicos? Não... Somente, boas vontades...
 
Francisco Leotte

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2005-09-24 - FESTIVAL DE ARTES MARCIAIS

 
Caros Amigos,
 
Já se está tornando um hábito. A realização do Festival de Artes Marciais, na região da Grande Lisboa, teve lugar, este ano, no Pavilhão do Casal Vistoso, perto do Areeiro. Patrocinado pela Embaixada do Japão, contou com a presença do Senhor Embaixador, sempre grande entusiasta destas manifestações, e com o apoio, na organização, da "Associação de Amizade" entre os nossos dois países.
 
Muito bom em qualidade e em quantidade... Estiveram presentes muitas modalidades, quase todas as do espectro existente em Portugal. Algumas, menos conhecidas e divulgadas, foram atentamente observadas e seguidas por todos os que lá estiveram, com o respeito e a curiosidade que todos os Praticantes normalmente demonstram pelas Artes Marciais diferentes da sua. Verifica-se uma crescente cultura nos espectadores, uns nitidamentes conhecedores, outros (muitos...) simplesmente curiosos.
 
A demonstração do "nosso" Aikido esteve a cargo da "Associção de Aikido do Sul", de Setúbal. Foi bem estruturada, bem equilibrada, sóbria quanto baste, bastante apelativa aos espectadores. Recebeu um caloroso apoio de todos os presentes, que se manifestaram abertamente a favor da harmonia demonstrada por todos os Aikidocas participantes, em contraste com as outras Artes mais violentas e competitivas.
 
Assim vale a pena...
 
Francisco Leotte

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2005-09-02 - INÍCIO DE ÉPOCA

 
Caros Amigos,
 
Volto hoje, muito brevemente, para registar o início da nova época de Aikido no CNG. De facto, como anteriormente tinha dito, foi decidido este ano começar no princípio do mês de Setembro. Foi uma decisão acertada, pois quase todos com quem contactei aprovaram a iniciativa.
 
Espero sinceramente que este ano, no que toca à minha saúde, seja melhor do que o anterior... Ainda estou um pouco desajustado, fisicamente falando. Mas julgo que, com a ajuda e a compreensão de todos, rapidamente voltarei aos mínimos exigíveis para um Instrutor de Aikido.
 
Espero também que entrem novos Praticantes e que os antigos venham todos... Como costumo dizer, o "bichinho" do Aikido não desaparece... Pode é estar um pouco adormecido... Mas, com um pequeno esforço e logo que se sobe para o tatami, ele aí está de novo... Conto convosco.
 
Francisco Leotte

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2005-08-08 - O NOSSO DOJO

 
Caros Amigos,
 
Finalmente... O nosso dojo está um espanto... Só me apetece é começar a treinar, a partilhar, com todos, o novo visual...
 
Passo a explicar o meu entusiasmo.
 
Como todos sabem, o dojo do "CNG" foi, durante anos, o parente pobre do Clube. As prioridades não eram o dojo das Artes Marciais, mas sim a Piscina, o Ginásio principal, o Pavilhão multiusos e o Parque Desportivo. As prioridades da Direcção não se devem discutir, ainda por cima quando elas foram, durante anos, explicadas em Assembleias Gerais.
 
Mas sempre houve uma grande preocupação de sensibilizar a Direcção para o sentido que nos convinha... E, com diz o ditado "Água mole ...", foi possível, finalmente, ver os resultados dessa sensibilização.
 
Numa primeira fase, foram a limpeza e a pintura das paredes, mais o reforço da iluminação e a melhoria das condições dos balneários. Numa segunda fase, foi o contrato de cedência de novos tapetes (celebrado com a anterior Direcção da "Federação Portuguesa de Aikido") e a sua colocação dentro de uma moldura de madeira, de modo a prevenir acidentes.
 
Pois agora, foi o tecto, a pintura e a iluminação... Quando lá entrarem nem vão reconhecer o Ginásio... Que beleza... Agora, só lá faltamos nós...
 
Para comemorar tudo isto, decidi, em conjunto com o Clube, iniciar a época no princípio de Setembro... Assim, lá estaremos, no dia 2 de Setembro, uma sexta-feira, às 20h15, para o início de mais uma "jornada" anual.
 
Apelo aos "antigos ausentes" que voltem. É evidente que fazem falta. Façam um esforçozinho de organização do vosso tempo e não se arrependerão... Não digo mais nada, pois "...uma vez Aikidoca, sempre Aikidoca...".
 
A todos repito que não se esqueçam da minha sugestão de trazerem um Amigo ou um Familiar para praticar. Com mais gente, praticar Aikido é ainda mais divertido...
 
Estão todos convocados...
 
Francisco Leotte

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2005-08-01 - NOVA ASSOCIAÇÃO

 
Caros Amigos,
 
Já era de esperar... Nasceu uma nova Associação no panorama português do Aikido. Chama-se   "A. C. P. A. - ASSOCIAÇÃO CULTURAL PORTUGUESA DE AIKIDO" e foi uma iniciatina conjunta, diria, natural, de um conjunto de Instrutores de Aikido que desejam construir, realizar, aprender, partilhar o Aikido, sem constrangimentos, sem politiquices, sem pressões, sem cautelas estratégicas, somente pelo prazer de "aikidocar"...
 
A sua primeira realização, como organização, foi o Estágio de Antoine Vermeulen Sensei, que teve lugar no último fim de semana. Foi um sucesso estrondoso e um convívio notável. Dele já falei noutro texto e para ele remeto o Leitor destas linhas.
 
Mas voltemos à "ACPA". Para muitos de nós, que durante anos, fomos militantes de uma certa maneira de estar no Aikido, a situação na Federação não agradava. Poderíamos lutar, tentar inverter o rumo, influenciar dentro das estruturas (pelas regras dessas estruturas), nunca, porém, utilizando os métodos que no passado recente foram utilizados. Não é nosso estilo combater com esse tipo de armas e usar esse tipo de tácticas para conseguir os nossos objectivos. Os métodos democráticos têm regras "interiores", existem modos possíveis de actuação, há uma cultura que deve ser respeitada, limites que não podem ser ultrapassados...
 
Mas também existe o formalismo das decisões e as consequências da prática da democracia. Quando se efectuam escolhas por meio de eleições, para bem dos vencedores e para mal dos vencidos, os seus resultados têm de ser respeitados e a nova situação aceite por todos. Por todos, a partir daí... Não poderá haver jogo sujo (o que vulgarmente se chama "os paus nas rodas"), sendo que a situação só se inverte se e quando novas eleições assim o determinarem.
 
Mas, pessoalmente, penso que há duas regras básicas (entre muitas outras, naturalmente) que devem ser respeitadas. A primeira é a de que o vencedor deve ter ocasião de implementar o seu programa, para que os seus resultados possam, a seu tempo, ser julgados por todos. A segunda, é que o vencido deve ter a liberdade de construir o seu proprio "edifício", desde que este não interfira nem colida com o trabalho do vencedor. Honestamente.
 
Por mim, não tenciono, nestes próximos quatro anos, ter qualquer tipo de relacionamento com a "FPA" nem com as suas estruturas, exceptuando, naturalmente, os que decorrem dos direitos e dos deveres dos Praticantes de quem sou responsável, como Instrutor do "CNG". O mesmo se aplica a mim próprio, já que sou e continuarei federado e Instrutor activo, enquanto o meu Clube e os Praticantes assim o quiserem. Seguirei, natural, atenta e interessadamente, o que neste periodo se passar, já que fui um dos seus primeiros intervenientes, quase sempre activo, não me sendo, por isso e obviamente, indiferente a condução dos destinos do Aikido em Portugal.
 
Mas, não quero perder tempo nem gastar energias a lutar "contra" quem quer que seja. Essa atitude acabou... Quero é tentar contribuir na "construção" de algo que valha a pena, sem constrangimentos nem peias políticas, que definitivamente, não podem ser a função primeira de um Aikidoca. Assim, pugnarei e contribuirei lealmente, na medida das minhas capacidaes, como julgo ter sido sempre o meu timbre, "a favor" de algo em que, talvez ingenuamente, acredito há muitos anos. Esta maneira de estar não tem só a sua origem no Aikido, na sua prática e nos ensinamentos dos verdadeiros Mestres, mas também na Educação que, felizmente, me foi transmitida pela minha Família e pela minha Vida.
 
Julgo ter encontrado os companheiros deste Caminho. Julgo que, pelo convívio e pelos passados sacrifícios conjuntos, poderei afirmar que o projecto tem, nos seus promotores iniciais, as pessoas certas para o levarem a cabo. Espero que estes propósitos sejam compreendidos por um número crescente de Clubes e de Praticantes, de modo a que o resultado de tudo isto seja aquele que quase todos os Aikidocas (pelo menos os verdadeiros e no seu íntimo) desejam.
 
 
Francisco Leotte

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2005-07-31 - ESTÁGIO DE A. VERMEULEN SENSEI

 
Caros Amigos,
 
Compete-me aqui informar objectivamente as realizações, transitir as minhas impressões, partilhar as minhas emoções... Mas, confesso, vai sendo dificil escrever o que quer que seja sobre Antoine Vermeulen Sensei...
 
Quem já leu os meus textos anteriores sobre o assunto, não pode ser mais massacrado com as minhas reflexões e opiniões. Mas é difícil resistir a não dizer o que nos vai na alma, a não partilhar o que se experimentou, a não propalar o que testemunhou. Mas, enfim, arrisquemos...
 
O Estágio foi organizado conjuntamente pelos Instrutores de alguns dojos que decidiram continuar a proporcionar aos seus Praticantes o contacto com um dos mais completos Instrutores europeus de Aikido. Direi mesmo que, a nível mundial, Antoine Vermeulen é um dos grandes.
 
O Estágio foi realizado em três partes, uma no nosso CNG (do tipo bónus...) e duas no Estádio do Inatel. Estiveram presentes, no seu conjunto, mais de quarenta Praticantes diferentes, o que é notável se levarmos em conta a tardia comunicação (não mais de 15 ou 20 dias mediaram entre a confirmação e a realização), o final da época (a maioria dos dojos já tinha fechado, sendo a comunicação difícil) e os dias do mês que foram (fim de semana de mudança de mês e começo de férias, tudo já programado com as famílias).
 
Os que lá estiveram não deram o tempo por mal empregue. Mais uma vez, veio ao de cima o método, a pedagogia, a técnica, a simpatia, a proximidade, a descontracção, a alegria... Não se pode dizer mais. O Sensei é, de facto, um espantoso comunicador, uma pessoa que encara o Aikido como uma Arte verdadeiramente marcial e não um puro exercício de estilo.
 
Mas não descura o rigor técnico, a atenção do pormenor, a transmissão do porquê, enfim, a componente cultural que tanta falta faz e tão esquecida está... Um Professor com maiúscula, a quem, no passado, várias gerações de Aikidocas tanto devem. Os actuais Praticantes puderam aperceber-se do fosso existente entre nós e ele, da distância que nós estamos dele. De facto, não se compreende como foi possível um transmissor deste calibre ter sido afastado do nosso convívio durante tanto tempo... Enfim, politiquices...
 
Um grande, grande, direi mesmo, um enorme fim de época... Ficou prometido... Vai haver mais... Para bem de todos nós...
 
A bem do Aikido
 
 
Francisco Leotte

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2005-07-16 - FIM DE ÉPOCA

 
Caros Amigos,
 
Mais uma época chegou ao fim... Esta, pessoalmente, não foi muito boa, direi mesmo, bastante má... Foi a época de todas as desgraças... Crise para muitos de nós, frequência de aulas em baixa, acidente do Instrutor, etc... Poderíamos enumerar mais umas quantas, mas não vale a pena.... De todos são conhecidas, todos, ou quase todos, as experimentaram ao longo deste ano lectivo.
 
Mas também houve coisas boas, entre as quais me permito destacar umas quantas. Uma delas foi o que a Classe de Aikido do CNG, no seu conjunto e cada um dos seus Praticantes, individualmente, lucrou com as aulas ministradas, com uma certa regularidade, por outros Instrutores, nomeadamente pelo José Azevedo e Silva Sensei. Foi uma visão diferente da prática do Aikido, foram métodos de ensino a que ninguém estava habituado, foi a transmissão mais oriental, foi a etiqueta mais conservadora, foi a técnica mais desenvolvida e profunda. Foi, enfim, uma lufada de ar diferente e, por esse motivo, enriquecedora no seu conjunto. Bem haja o Instrutor, pela sua disponibilidade, pela sua amizade, pela sua colaboração num projecto que, já com uns anos de existência, foi compreendido, adaptado e desenvolvido em proveito dos Praticantes.
 
Uma outra coisa boa foi a renovação do dojo. A Direcção do CNG, finalmente, conseguiu disponibilizar as verbas e as energias necessárias para o arranque de um "novo" dojo, não no sentido físico total do termo, mas na forma como se começou a modificar a sua aparência e, por essa via, o seu "espírito". Bem haja a Direcção por ter iniciado esse caminho, pois só assim se pode progredir na divulgação da Arte.
 
Em conjunto com esta, outra coisa boa foi o novo tatami, com um conjunto de tapetes novos e uma moldura a evitar os intervalos (devastadores...) para quem lá anda. Aqui também se deve bemdizer a Direcção, nas pessoas do seu Presidente e da responsável pelas Artes Marciais. Foram decisões que só lhes ficam bem. Fica aqui também um agradecimento à antiga Direcção da Federação que compreendeu a situação e reagiu de imediato.
 
Uma outra coisa boa foi o almoço que nos reuniu a todos, no início do ano, Instrutor, Convidados e alguns antigos e actuais Praticantes. Foi a prova de que o "Espírito do CNG" continua vivo e actuante e, mais importante ainda, não desaparece pelo facto de se interromper a prática do Aikido. Bem hajam, pois, os que nele estiveram e os que nele gostaríam de ter estado.
 
O Saráu... Não pode ser esquecido... Mesmo com o Instrutor diminuído, lá estiveram os Praticantes a demonstrar que o Aikido existe neste Clube e que está activo e de boa saúde...
 
Finalmente, uma coisa óptima... Refiro-me à constância, ao entusiasmo, à militância, à presença actuante da generalidade dos Praticantes que, ao longo da presente época e mais uma vez, provaram que o Aikido é um "bichinho" que, uma vez tomando conta, nunca mais deixa de existir. Muitas vezes me interrogo como é isto possível, sem competições, sem medalhas, sem pódios, sem louros, só com esforço e o sacrifício... Mas é e a prova está aí...
 
Para terminar, o apelo do costume: Tragam um amigo ou um familiar para o Aikido. Como já tenho afirmado, todos nós sabemos o que ele é... Resta-nos partilhá-lo com os outros... Principalmente, com quem nos diz qualquer coisa...
 
Boas férias.
 
Francisco Leotte

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2005-04-27 - ASSEMBLEIA GERAL DA "F. P. A.""

 
Caros Amigos,
 
Realizou-se uma Assembleia Geral (mais uma...) da "Federação Portuguesa de Aikido". Por várias razões., o nosso "C. N. G." não esteve representado nos trabalhos.
 
Pelo que consta, não houve praticamente vozes discordantes, com a excepção de uma ou duas... Voltamos à unanimidade nas decisões? Espero que não...
 
Mas se assim for, podem existir várias explicações para um eventual retorno a essa situação:
 
- ou que as propostas sejam completamente consensuais, por justas, correctas, imprescindíveis e construtivas;
- ou que os presentes queiram fazer parte de um grupo absolutamente leal, com a mira em compensações futuras;
- ou que se pretenda contribuir para a construção de um sistema tendencialmente perpetuante;
- ou que o sistema de representação por procuração (normalmente sem controle "a posteriori") contribua para que os Associados estejam cada vez mais alheados dos assuntos, permitindo que o procurador vote no sentido da sua própria vontade;
- ou que os que se sentem em minoria encolham os ombros e desistam de lutar, por desencanto, por falta de motivação ou por não se quererem ver envolvidos em práticas políticas com as quais se não identifiquem;
- ou por outra qualquer razão, de ordem pessoal ou institucional...
 
Não estive lá e por isso não me pronuncio. Mas, a acreditar no que se por aí se diz, temo que o futuro venha a ser complicado...
 
Espero que não...
 
 
Francisco Leotte

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2005-04-16 - ASSEMBLEIA GERAL DA "F. E. A."

 
Caros Amigos,
 
Realiza-se este fim de semana, no Mónaco, a Assembleia Geral anual da "Federação Europeia de Aikido". Pela primeira vez, desde 1995, não estou presente, devido a restrições de ordem clínica, dado que o meu Médico não me autorizou a viajar.
 
Desta vez, porém, a minha presença iria revestir-se de um significado especial, pois, como é do conhecimento de muitos, decidi não me recandidatar à função de "Controlador das Contas" da Federação (uma espécie de Conselho Fiscal unipessoal eleito anualmente...), por razões que se prendem com atitudes e posições assumidas no passado recente por altos Responsáveis daquela Instituição.
 
Julgo ter cumprido, em todos estes anos, as minhas funções com isenção e rigor. Quem me conhece sabe que, quando faço um trabalho, tento executá-lo o melhor que posso e sei. Estive ao lado de muitos verdadeiros e de alguns menos verdadeiros Aikidocas... Tive o gosto de conhecer o que há de bom e o que há de menos bom no Aikido europeu... Com todos aprendi bastante... A todos, por isso, agradeço...
 
Mas esta fase chegou ao fim, aliás como todas as coisas da vida. Só espero que estes quase dez anos tenham valido a pena, que se tenha avançado alguma coisa na construção de uma pequenina parte do todo europeu, que tudo o que se fez possa ser considerado como um tempo de construção de um ideal que muitos de nós ainda temos...
 
Espero também que o futuro seja positivo e que traga ao Aikido o que o Aikido merece, que os que lá continuam (e os que para lá vão de novo) contribuam para a tal desejada construção de um Aikido europeu, de um Aikido por que valha a pena lutar, por uma construção que contribua para a melhoria das mentalidades e dos comportamentos...
 
Estes são os meus votos, nesta hora de despedida.
 
 
Francisco Leotte

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2005-04-15 - NOVO TATAMI

 
Caros Amigos,
 
Hoje é um dia especial para o "C. N. G."... Depois de mais de uma década de "monta e desmonta", de tapetes soltos, de falhas entre tapetes, etc., finalmente temos um "tatami" como deve ser...
 
A Direcção do "Clube" foi sensível aos nossos pedidos (aos nossos e aos do Prof. Geraldes, do Judo) e deu luz verde para se avançar no pedido de entrega de novos tapetes à "Federação Portuguesa de Aikido". Seguiu-se a burocracia habitual e os tapetes foram entregues. Havia que os colocar e os cercar com uma moldura que os mantivesse fixos e sem espaços entre eles.
 
Pois esse dia chegou, finalmente, para satisfação de todos os que praticam Aikido... O tatami está fantástico, com 90 metros quadrados, compactos, lindo de ver, fazendo "crescer água na boca" quando se entra no Ginásio... Quem o pisou pela primeira vez (e, infelizmente, não fui eu...) viveu um capítulo na história do "Clube".
 
Já estou a ver um treino com 40 ou 50 Praticantes a decorrer numa sala arejada, bem iluminada, pintada de branco, com um tatami daqueles, a fazer inveja a muitos clubes, dando um enorme gozo a quem tem um real prazer em praticar Aikido, em boas condições...
 
Será um sonho? Não, não é! É o novo dojo permanente do "Clube Nacional de Ginástica"... Bem haja a Direcção do nosso "Clube" quando decidiu avançar... Bem haja a Direcção da "Federação Portuguesa de Aikido" (a que foi substituída nas últimas eleições) que compreendeu a justiça do pedido...
 
Agora temos todas as condições operacionais para que o Aikido se desenvolva a sério neste nosso "Clube". Só espero que haja um aumento do número de Praticantes e que os inscritos sejam mais assíduos. Tenho consciência que a vida não está fácil, que o trabalho é cada vez é mais exigente, que o estar presente num treino, ao fim do dia, por vezes é difícil de aceitar... Mas com estas condições ímpares?! Já não pode haver desculpas... A "equipa" continua a mesma, com a alegria a que nos habituamos, com a camaradagem que construímos...
 
"Banzai..."
 
 
Francisco Leotte

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2005-04-02 - ASSEMBLEIAS GERAIS DA FPA

 
Caros Amigos,
 
Como tive ocasião de escrever em textos anteriores, a equipa dirigente da FPA foi sempre sujeita a grande contestação, desde o momento em que venceu as eleições. Essa contestação foi, de um modo geral, sempre do mesmo tipo, utilizando sempre os mesmos métodos de produção de desgaste político, sem qualquer respeito pelas regras de convivência humana e institucional, lançando mão de práticas que não se compreende poderem ser usadas por quem tem responsabilidades e que se afirma paladino dos verdadeiros princípios do Aikido, os tais que foram propalados por O Sensei nos seus escritos e transmitidos a todos os seus discípulos.
 
Essa contínua contestação levou, após inúmeros episódios, uns conhecidos, outros ainda desconhecidos, à demissão do Presidente da Federação, o que determinou a queda automática de toda a equipa, desde a Direcção ao Conselho Fiscal, do Conselho Disciplinar ao Conselho Jurisdicional, não esquecendo a Mesa da Assembleia Geral e a Comissão Técnica. Por esse motivo, foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária, destinada a proceder à eleição de uma lista. Já agora e por razões de economia de processos e de comodidade dos Associados, aproveitando o conhecido final de Março, foi igualmente convocada, para a mesma data, outra Assembleia, desta vez Ordinária como manda a Lei, destinada a aprovar (ou não…) o Relatório e as Contas de 2004.
 
A primeira, a Ordinária, correu como era previsível. Algumas picardias, alguns "encontrões", alguns "piropos", mas nada que já não fosse habitual (e até saudável…), quando a unanimidade de ideias e de procedimentos desapareceram da Federação Portuguesa de Aikido, há uns anos atrás. O Relatório da Direcção e as Contas de 2004 foram aprovados, porque a Oposição se absteve, dado que esta se apresentava com mais votos em carteira do que a facção favorável à Direcção. Como disse, era previsível, pois que sem as contas do ano passado aprovadas, o cenário institucional transformar-se-ia num pesadelo, com consequências imprevisíveis…
 
A segunda, a Extraordinária, foi muito rápida, pois só existia uma lista concorrente, a que era apoiada pela maioria conhecida à partida. Bastava um voto a favor para que fosse eleita. E foi…
 
Consequências de tudo isto? A Democracia constrói-se na aplicação dos seus métodos. Se a Maioria tem razão por ser Maioria, se a Minoria não tem razão por ser Minoria, é um tema para os teóricos da Ciência Política. Para mim, concorde ou não com estas princípios básicos, só me resta aceitar o resultado, uma vez que, inicialmente, aceitei a regra. Conto, para a evolução futura de tudo isto, com as Instituições e o seu funcionamento. Saber ganhar implica saber perder, mas também implica estar atento e actuante no funcionamento futuro do processo. Actuante, no entanto e somente, através dos processos aceites pela ética da intervenção política. É preciso que todos se compenetrem que não é possível "valer tudo"… Assim e para já, resta-me desejar aos novos Dirigentes os mesmos votos que, certamente, eles nos desejaram quando ganhámos as últimas eleições.
 
O trabalho que a nova equipa dirigente tem pela frente é enorme. E espinhoso… Mais uma vez, o Aikido português ficou dividido, pelo que há que recomeçar, desde já, o esforço de união que vinha sendo feito com sucesso nos últimos anos. Trabalhar para o Aikido de Portugal é uma obrigação, que não se compadece com projectos pessoais, de poder político, de dominância fátua e de vantagens financeiras ou económicas. Se assim for, mal vai a prática irresponsável que determina o sentido dos votos dos que, comodamente, se alheiam da obrigação de intervir nas urnas, no trilhar do caminho da construção de algo que faça sentido.
 
Do Aikido, por exemplo.
 
 
Francisco Leotte

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2005-03-09 - ESTÁGIO NA MARGEM SUL

 
Caros Amigos,
 
Embora com mais de um mês de atraso, volto a esta coluna para referir o estágio que a Federação Portuguesa de Aikido organizou no magnífico pavilhão da "SFUAP", localizado na Cova da Piedade, na margem sul de Lisboa.
 
Este estágio foi ministrado pelo Antoine Vermeulen Sensei, conforme estava planeado. Embora demissionária, a equipa dirigente da Federação entendeu levar por diante a realização deste estágio por várias razões.
 
Um delas, foi a qualidade do responsável, sobejamente conhecida e reconhecida por todos os Praticantes da nossa Federação. De facto, Vermeulen Sensei é senhor de uma técnica muito apurada e de um sentido didáctico muito desenvolvido, sendo um Professor que, por ter tido contactos com o Aikido português desde há décadas, conhece profundamente os Aikidocas portugueses, não só os mais graduados, mas também os mais novos nesta Arte. Mas e por isso mesmo, também tem a exacta consciência dos defeitos de que padecemos e das falhas que temos, quer na técnica em si, quer nos princípios dinâmicos de que o Aikido se socorre. Depois de um interregno de cinco anos, regressou ao nosso contacto em Fevereiro de 2004 e, desde então, já nos brindou com três sessões de verdadeiro ensino de Aikido.
 
Outra, foi a preocupação de continuar a oferecer aos Praticantes a hipótese de manterem os seus contactos com os Mestres estrangeiros. De facto, foi considerado mais importante o proporcionar a regular convivência dos Praticantes com os Professores que já nos conhecem, do que não o fazer por se estar em modo de gestão, por ter havido a demissão que houve.
 
Finalmente, havia que tomar posição de absoluta solidariedade para com as ONG's que, de um modo tão extraordinário, trabalham graciosamente nos cenários de catástrofe. A Direcção decidiu entregar a uma delas, no caso a "AMI", os montantes apurados no Estágio, contribuindo assim, à semelhança do que muitas Federações desportivas portuguesas têm feito, para o reforço da acção humanitária sem paralelo levada a cabo por essa organização, nomeadamente no recente "tsunami" na Ásia. Foi um gesto bonito, que engrandeceu a nossa Federação. Bem hajam.
 
Os mais de 50 Praticantes que estiveram no tatami não deram por mal empregue o seu tempo. Pena tive eu de ainda não ter podido estar presente… Mas tive o prazer de, embora no hospital e com poucas horas depois da cirurgia, ter dito "obrigado" a um "Grande Senhor", que teve a gentileza de lá se deslocar.
 
É nestes momentos que se conhecem os "Homens"…
 
 
Francisco Leotte

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2005-02-18 - NOTÍCIAS DIVERSAS

 
Caros Amigos,
 
No seguimento dos textos anteriores, venho hoje relatar três temas que, pela sua importância, não deverão ser considerados mais do que "faits divers", assuntos sem relevância de maior. Só os refiro aqui porque fazem parte do nosso quotidiano (se é que todos eles alguma vez fizeram…), interessando somente na medida em que dizem respeito à Família Aikidoca, com especial incidência nos Praticantes do "nosso CNG".
 
O primeiro tema é a referência ao jantar anual que, mais uma vez, se realizou nas vésperas do Natal e que contou com a presença de muitos dos que estiveram ligados (e participando…) a um projecto de construção de uma "Federação Portuguesa de Aikido" diferente, realmente abrangente, ecuménica e nacional.
 
O jantar decorreu muito bem, com muita gente, com gente bem disposta e alegre, num restaurante com um ambiente agradável e com uma ementa bastante boa. Mas principalmente gostaria de frisar a descontracção, a amizade natural e o prazer do convívio que estiveram presentes, comuns aos mais antigos e aos mais novos nestas andanças. Para nós, do "CNG", nada disso é novidade, pois há muitos anos que navegamos nessas águas. Mas o "espírito do Aikido" começa a fazer escola, a tomar conta das mentalidades, a dar prazer aos que estão, contribuindo para a construção, dia após dia, da "Arte da Paz" de que falava O Sensei. Ainda bem que é assim e, pessoalmente, faço votos que assim se mantenha por muito tempo…
 
Os segundo e terceiro temas dizem exclusivamente respeito ao "nosso CNG". Acho que os devo referir aqui porque fizeram (e ainda fazem) parte da nossa vida dentro das paredes do "Clube", porque se referem à "nossa" pequena comunidade
 
Assim, em 22 de Janeiro realizou-se um almoço no restaurante do "CNG" sob o tema "Bodas de Prata do Instrutor". De facto, não é todos os dias que alguém faz 25 anos de qualquer coisa, 25 anos activos, interventores, construtivos, sonhadores… E também não é todos os dias que estão presentes quase sessenta pessoas, algumas delas já não praticantes de Aikido, mas que o foram (e que por ele ficaram marcadas…) numa dada altura das suas vidas.
 
Se aqui faço referência a este acontecimento é para salientar a "marca" que o Aikido deixou nas pessoas que estiveram presentes, algumas das quais de gerações diferentes e que já nem se conheciam. Para quem, dos actuais não praticantes, esteve presente, todos tiveram o ensejo de voltar a sentir a emoção do "espírito do CNG", ao rever caras que há muito não viam, ao recordar episódios e avivar memórias referentes ao passado, já filtrado pelo tempo. Estiveram praticantes vindos dos três dojos em que tive o prazer de intervir, o do "CNG", claro, o do "Ginásio Corpos", em Sete Casas e o do "Ginásio Equilíbrio", em Loures. Foi muito gratificante e emocionante…
 
O último aspecto que aqui me quero referir é o da minha operação à perna, por virtude do acidente sofrido. Se as previsões iniciais eram bastante pessimistas, a realidade actual é bem diferente. É óbvio que vão passar vários meses até que seja atingida a normalidade funcional do joelho e do pé. Mas todos os dias mais me convenço de que essa recuperação vai ser possível, que poderei voltar a dar o meu pequeno contributo às novas gerações de Aikidocas, que poderei voltar a ter o prazer de praticar esta fantástica Arte da Paz.
 
A razão principal por que aqui escrevo estas linhas é simplesmente para dizer publicamente "obrigado" a todos aqueles que, directa ou indirectamente, me têm manifestado o seu apoio e solidariedade, que me têm transmitido a força e a energia para vencer esta provação. Igualmente o digo aos meus Amigos Instrutores mais próximos, os que não têm deixado cair o ritmo do dojo, os que vão enriquecendo os Praticantes do "CNG" com as suas concepções e os seus ensinamentos, forçosamente diferentes dos meus, os que vão assim contribuindo para que o Aikido seja melhor compreendido por todos, com unidade na diversidade, com outros conceitos, mas com os mesmos objectivos.
 
A todos, repito, muito obrigado. Bem hajam.
 
 
Francisco Leotte

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2005-02-17 - ASSEMBLEIA GERAL DA FPA

 
Caros Amigos,
 
Como escrevi no texto anterior, estou a aproveitar uma fase forçadamente lenta da minha vida para tentar actualizar as informações sobre o nosso Aikido e sobre os factos que, bem ou mal, vão agitando esta águas, já por si revoltas.
 
O primeiro tema que vou abordar, de outros que se seguirão, é o da última Assembleia Geral da FPA, que se realizou 13 de Dezembro de 2004. A respectiva "Ordem do Dia" constava, fundamentalmente, da discussão e votação do "Plano de Actividades para 2005", sem a aprovação do qual a Federação não poderia assinar o "Contrato Programa" anual com a Tutela, vendo-se assim despojada dos instrumentos financeiros que lhe permitam exercer as suas funções de organismo tutelar do Aikido em Portugal. Por outro lado e sem qualquer tipo de análise não contextual, todos os Associados tinham a consciência de que a Assembleia iria ser palco do confronto entre a Direcção e os contestatários da sua política.
 
Numa discussão, qualquer que ela seja, existem sempre argumentos contra e a favor das decisões propostas. Mas não foi isso que se verificou… Não foi contestado um único ponto da proposta da Direcção, aparte duas ou três questões colocadas por alguns dos presentes, conscientes do vazio conceptual em que se estava a cair. Não foram apresentadas soluções alternativas às iniciativas em análise… Não foram sequer questionadas as repartições de verbas destinadas às acções propostas… Nada… Um vazio total… Procedeu-se à votação e os resultados foram expressivos: 31 votos a favor, 55 contra e 7 brancos ou nulos… O "Plano" não mereceu a aprovação…
 
Porquê? Porque o objectivo era, simplesmente, despoletar uma demissão da actual equipa… Não interessava o conteúdo das propostas, a repartições das verbas, a bondade das iniciativas, e equilíbrio entre acções.
 
A Direcção, com o intuito de salvar o que tinha de ser salvo, enviou, uns dias depois, para os Associados, uma carta na qual se solicitavam sugestões que permitissem a modificação das propostas originais, para que os assuntos permitissem consensos, para que se corrigissem os eventuais erros das escolhas. Mas as respostas não vieram, nem em número significativo (três ou quatro), nem com conteúdo útil… Estava provado que a rejeição do "Plano" nada tinha a ver com o conteúdo do "Plano", mas, como se disse acima, foi uma manobra política de pura tomada do poder.
 
É óbvio que a Direcção não podia fazer outra coisa diferente do que fez: demitiu-se… Após analisar todas as implicações do sucedido, entregou o pedido de demissão ao Senhor Presidente da Assembleia Geral, o qual marcará, como lhe compete, uma Assembleia Geral Extraordinária destinada a eleger uma nova equipa.
 
Veremos o que dessa Assembleia sai, quem serão os novos Dirigentes… Veremos, certamente, um novo "Plano" proposto pelos novos Corpos Sociais eleitos… Veremos, certamente e mais uma vez, que as diferenças não serão significativas. Ficará provado, mais uma vez, que ser Dirigente desportivo tem, para alguns, algo de muito atractivo…
 
Mas, haverá alguém que o confesse? Veremos…
 
 
Francisco Leotte

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2005-02-08 - LONGA AUSÊNCIA

 
Caros Amigos,
 
Já está a fazer dois meses desde que o último texto saiu nesta secção. A culpa é inteiramente minha, mas a intensidade e a velocidade do sucedido não permitiram nem momentos de reflexão, nem tempo de escrita. Foram dois longos meses, cheios de factos merecedores de alguns comentários. E como se costuma dizer que "mais vale tarde do que nunca", vou assim aproveitar estes próximos tempos de forçado ritmo lento para tentar pôr em dia, neste site, a minha opinião sobre os assuntos que julgo terem tido alguma relevância durante este período.
 
Assim, nas semanas que virão, aparecerão diversos textos que cobrirão Dezembro de 2004 e Janeiro e Fevereiro de 2005. Espero que continuem a merecer dos seus leitores os comentários a que os anteriores tiveram jus, concordando-se ou não com os seus conteúdos. Desde já se agradece o tempo perdido a lê-los e a energia consumida a contestá-los.
 
Até breve.
 
 
Francisco Leotte

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